Se você acha que Tiradentes se resume só ao centro histórico, pode se surpreender. A região tem muito mais a oferecer, principalmente para quem gosta de natureza, passeios diferentes e aquele clima de cidadezinha mineira.
Tem lugar para provar comida boa, tirar fotos em pontos inusitados e até sentir um gostinho do passado, tudo pertinho da famosa Serra de São José. Para quem gosta de explorar sem pressa, é fácil encontrar cantinhos novos, seja numa trilha, num passeio de trem ou simplesmente caminhando.
E olha, muita coisa dá para fazer em família, com amigos ou até sozinho, se a ideia for curtir um tempo para si. O legal é que tem opção para todos os bolsos e gostos.
Vamos conhecer um pouco mais dessas experiências que fazem Tiradentes e arredores valerem cada minuto?
Além do centro histórico: roteiros e experiências na região
O pessoal do Terra de Minas, que passa na TV Globo, resolveu explorar a Serra de São José, um dos cartões-postais de Tiradentes no Campo das Vertentes. Só que, dessa vez, a serra não era o destino final, mas sim a companhia perfeita para um passeio cheio de descobertas.
O primeiro ponto da jornada foi Bichinho, um distrito ao lado de Tiradentes que todo mundo adora. O lugar é famoso pelo artesanato super criativo, pelos sabores da culinária local e, claro, pela famosa Casa Torta, aquele lugar divertido e colorido onde todo turista para para tirar uma foto.
Para chegar até Bichinho, que faz parte do município de Prados, você pode ir de carro, moto e até a cavalo, igual aos tropeiros de antigamente. Quem está hospedado em Tiradentes e quer uma experiência diferente pode fazer esse trajeto montado em cavalos mansos, oferecidos por uma agência local. Qualquer pessoa pode participar, já que os animais são bem tranquilos.
O passeio a cavalo pode seguir por caminhos aos pés da Serra de São José, num trajeto de cerca de 1h30, ou passar pela Cava da Viúva, na antiga Estrada Real, que leva umas 2 horas. Sempre tem um guia acompanhando e, dependendo do percurso, o valor vai de R$210 a R$250 por pessoa. É uma experiência super mineira e rende boas histórias para contar depois.
De onde vem o nome Bichinho?
Se você já se perguntou por que o distrito se chama Bichinho, saiba que existem várias histórias. Uma delas diz que o nome veio dos insetos que apareciam nos restos de comida deixados pelos bandeirantes. Outra teoria conta que fazendeiros antigos chamavam os trabalhadores escravizados de “bichinhos”.
Mas a versão mais conhecida é a que liga o nome a um lagarto que aparece na imagem de Nossa Senhora da Penha de França, a padroeira do distrito. Isso é algo que só Minas tem: cada lugar com uma história diferente para explicar tudo.
No meio de tantas versões, uma coisa é certa: Bichinho não é o nome oficial do povoado. Muita gente nem imagina, mas o nome verdadeiro é Vitoriano Veloso, em homenagem ao único inconfidente negro reconhecido na região. Detalhes como esse mostram como a história de Minas é cheia de surpresas.
Passeio de Maria Fumaça
Voltando para Tiradentes, um dos programas mais clássicos é o passeio de Maria Fumaça. O trem liga Tiradentes a São João del-Rei em um trajeto de 12 km, que é pura nostalgia. Sabe aquela sensação de viajar no tempo? Aqui ela é real, já que as locomotivas são do século XIX. Uma delas, inclusive, é a mais antiga em funcionamento no Brasil.
As viagens acontecem de sexta a domingo, com uma ou duas saídas por dia. O valor da passagem é R$86 para adultos e R$43 para meia-entrada, por trecho. Crianças de até 5 anos no colo não pagam. Dá para comprar as passagens nas estações ou pela internet, o que facilita bastante para quem gosta de planejar tudo.
O passeio dura em torno de 45 minutos e o visual da Serra de São José durante o caminho é de encher os olhos. Chegando em São João del Rei, ainda dá para visitar o Museu Ferroviário e ver de perto a antiga rotunda, um espaço circular onde as locomotivas eram giradas para trocar de direção ou passar por manutenção. Para quem curte história, é um prato cheio.
Museu da Moto
De volta a Tiradentes, tem uma dica boa para quem gosta de motos, velocidade e história. A cidade é famosa pelo grande encontro de motociclistas e abriga um museu dedicado ao universo das duas rodas.
O acervo tem mais de 100 motos, vindas de 19 países diferentes. Lá, você vê desde as primeiras bicicletas motorizadas até aquelas motos modernas que parecem coisa de filme de ação. Aliás, algumas máquinas expostas já apareceram em filmes e séries de TV, o que deixa a visita ainda mais interessante.
O museu fica aberto de quinta a domingo, das 9h às 18h. O ingresso custa R$40 a inteira e R$20 a meia, e ainda tem uma lanchonete no local com comidinhas típicas da região. Para quem gosta de unir passeio cultural e boa comida, é uma ótima pedida.
Créditos da imagem: https://www.pexels.com/pt-br/foto/trem-nos-trilhos-da-ferrovia-contra-o-ceu-258455/
